José Mourinho puxa dos galões: «Quando foi a última vez que um clube fora das principais cinco Ligas ganhou a Champions?»

José Mourinho voltou a marcar presença com uma declaração forte e carregada do seu habitual pragmatismo competitivo. Questionado sobre a capacidade de equipas de ligas “menores” se imporem na Liga dos Campeões, o treinador português recorreu à história da competição para sustentar o seu ponto.

«Quando foi a última vez que um clube fora das principais cinco Ligas ganhou a Champions?», lançou Mourinho, sublinhando que a realidade financeira e desportiva do futebol europeu tornou a competição extremamente desequilibrada.

Um argumento baseado na realidade atual do futebol

Para Mourinho, a Champions League é hoje dominada por clubes das Ligas inglesa, espanhola, alemã, italiana e francesa, que dispõem de recursos, estruturas e profundidade de plantel dificilmente igualáveis pelas restantes.

O treinador explicou que o fosso competitivo cresceu nos últimos anos, e que o sucesso fora destes campeonatos exige uma combinação quase impossível de talento, estabilidade, investimento e sorte.

O peso da história e do dinheiro

Mourinho destacou que as equipas das “big five” não só têm acesso a orçamentos muito superiores, como também conseguem atrair jogadores de elite e manter plantéis altamente competitivos ao longo de toda a época.

«As diferenças são enormes. É uma questão estrutural, não apenas técnica», afirmou.

Desafio adicional para clubes fora da elite

Apesar da constatação dura, Mourinho não desvalorizou o trabalho de clubes que tentam contrariar esta tendência, admitindo que existem projetos interessantes fora das grandes ligas. Contudo, reforçou que, para lutar por uma Champions League, é preciso mais do que boa organização.

«Há equipas que fazem coisas extraordinárias, mas vencer esta competição é outra conversa», referiu.

Mensagem realista, mas também desafiante

A declaração de Mourinho foi vista como uma reflexão crítica, mas também como um lembrete: conquistar a Champions fora do círculo das grandes ligas será sempre uma tarefa épica — e talvez por isso tão rara.

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